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01-09-2016
Vem chegando o verão, e nesta época em nosso país ocorrem muitas tempestades. Será que sua obra está segura?

Por falta de uma impermeabilização eficiente a água infiltrada nas superfícies e estruturas afeta o concreto, sua armadura (“ferragem”), as alvenarias e os revestimentos, diminuindo a vida útil da edificação, gerando prejuízos que podem ser estéticos, como manchas na pintura, pisos soltos, revestimentos descascados; financeiros, como desvalorização do patrimônio; de segurança, como oxidação das estruturas de proteção, batentes de janelas e portas; sem falar no desgaste físico e emocional do proprietário ou usuário que sofre com a má qualidade de vida causada pelos problemas existentes no imóvel. O ambiente fica insalubre (umidade, fungos e mofo), o que pode trazer sérios riscos à saúde dos usuários do imóvel.

O Ministério da Saúde estima que a asma é considerada a quarta causa de hospitalização em unidades de saúde, representando altos gastos para o sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, até 36,5% dos pacientes alérgicos podem ser sensíveis ao mofo.

A impermeabilização deve ser definida já no projeto da obra.

À exemplo dos projetos de arquitetura, da estrutura de concreto armado, das instalações hidráulicas e elétricas, de paisagismo e decoração, entre outros de uma obra comercial, industrial ou residencial, a impermeabilização também deve ter um projeto específico, um projeto que detalhe os produtos e a forma de execução das técnicas de aplicação dos sistemas ideais de impermeabilização para cada obra.

No Brasil, a impermeabilização entendida como item da construção que necessitava de normalização, ganhou especial impulso com as obras do Metrô da cidade de São Paulo, que se iniciaram em 1968. A partir das reuniões para se criar as primeiras normas brasileiras de impermeabilização na ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas, por causa das obras do Metrô, este grupo pioneiro, após a publicação da primeira norma brasileira de impermeabilização em 1975, funda neste mesmo ano o IBI - Instituto Brasileiro de Impermeabilização para prosseguir com os trabalhos de normalização e iniciar um processo de divulgação da importância da impermeabilização que prossegue até os dias de hoje.

Exija qualidade no início e economize no longo prazo!

Os custos de uma impermeabilização, quando feita de forma correta, com produtos e serviços adequados, por empresas idôneas, equivaleriam, na média, 2% do valor total da obra. Se forem executados apenas depois de serem constatados problemas com infiltrações na edificação já pronta, a impermeabilização pode consumir um percentua em torno de 10% do custo total da obra.

No momento de decidir sobre impermeabilização, em sua análise de custo-benefício, avalie sob a ótica das possibilidades relativas da ocorrência de infiltrações, não perdendo de vista que a água, a despeito de seu inestimável valor e importância para nossas vidas, é também fonte de 85% dos problemas das edificações.

Comentários

01-09-2016
Rosangela
Preciso fazer uma consultoria em minha residencia, vocês fazem?